Com alegria e orgulho,
participarei do programa POINT 21
(27/04/10).
Sobre o programa, o que a
emissora diz:
"Entretenimento, dinamismo, e
musicalidade. É com esta proposta que o
POINT 21 chega as telas da
TV Século 21 todas as terças-feiras,
às 20h30, com reprises aos
domingos, às 22h00".
É apenas um Gol
ano 1994. Mas a palavra “pindaíba” adesivada na
lataria causa frenesi e risadas por onde
Sergio Luftglas,
43 anos, o leva.
O jornalista criou o site
www.pindaiba.com.br
para divulgar programas gratuitos e baratos que
frequentava quando estava de bolsos vazios. Em
pouco tempo, o site passou a receber 1 000
acessos por dia.
Uma das páginas mais procuradas é a de dicas de
concursos culturais com prêmios.
“O site se chama Pindaíba, mas a maioria dos
visitantes não anda mal das pernas”, garante
Luftglas,
figurante de comerciais nas horas vagas.
Henrique Skujis
A comunidade dos pindaíbas
(por Gilberto Dimenstein, 30/04/08)
Sérgio Beni
Luftglas imaginou que talvez pudesse tirar proveito
de seu maior problema - o de viver na pindaíba,
contando os centavos para pagar as contas, mas gostar
de atividades culturais. Daí veio a inspiração de
ganhar dinheiro dando dicas para quem, como ele,
também não tinha dinheiro para ir a shows, peças
de teatro, concertos e cinema. Nascia, assim, a
comunidade virtual dos pindaíbas.
Estudante
de jornalismo, Sérgio acabou trabalhando em banco
e até vendendo roupa em loja de um parente. "Nada
deu certo." As atividades de que gostava não lhe
davam salário - e ele não gostava das que lhe traziam
o sustento. "A mudar de emprego, preferi mudar de
país."
Foi viver
em Israel, onde, entre os mais diversos bicos, acabou
trabalhando num hotel, onde despertou a atenção
de um empresário cego inglês. Ele ganhou alguns
trocados servindo de guia para o cego em Jerusalém
e, no final, recebeu um convite para ser seu auxiliar
em Londres, de modo que o ajudasse a andar pelas
ruas da capital inglesa. Sérgio apreciou não apenas
o salário, mas, especialmente, a chance de conhecer
a vida cultural londrina.
Imaginou
que tão cedo não voltaria ao Brasil, mas estava
errado.
O pai de
Sérgio, um sobrevivente de campo de concentração
da Polônia, foi desenganado pelos médicos, situação
que o forçou a voltar para São Paulo. "Não tinha
como ficar cuidando de alguém lá fora, enquanto
meu pai precisava de cuidados."
Estava,
mais uma vez, sem emprego e ia pegando o que lhe
aparecia pela frente. Fez alguns papéis de figuração
em filmes, mas o trabalho era incerto e o cachê
era baixo.
A inspiração
de uma fonte de renda surgiu de uma brincadeira.
Criou no Orkut a comunidade dos "duros".
O sucesso
animou-o a fazer disso um negócio.
Sérgio chamou
dois amigos de adolescência (Ivo Hudler e Helio
Guerbas) e, há seis meses, colocou no ar o endereço
www.pindaiba.com.br.
Seu trabalho é garimpar as atividades culturais
gratuitas ou de preço popular na cidade de São Paulo
e divulgá-las no site. "O paulistano esperto consegue
ter uma vida cultural de bom nível sem colocar a
mão no bolso." Resolveu enveredar também por outras
áreas além das culturais. Dá dicas de quem quer
viajar usando promoções do tipo passagem de avião
por R$ 1 e faz incursões culinárias. Elegeu o omelete
um dos pratos de quem chega em casa e tem pouco
para comer, mas aprecia certo refinamento. Os internautas
de seu site divulgam as mais diferentes receitas
de omelete.
Nestes seis
meses, o site já conseguiu dois pequenos anunciantes.
"Dá apenas para pagar os custos."
Até agora,
nenhum dos sócios conseguiu ganhar dinheiro.
Não se pode
dizer que eles não dão o exemplo de como viver na
pindaíba. A Sérgio resta, pelo menos, o consolo
de não ser figurante, mas protagonista. "Sou um
pindaíba com status jornalístico", brinca.
Para ler o artigo:
seção "Omelete do Guerbas"; post
publicado no dia 10 de maio de 2010
Patrícia Ingo Tendrich - Olá, Sérgio! Bem
vindo ao Papo em Comunidade!
Sérgio Beni Luftglas - Primeiramente, gostaria de
dizer que é uma honra ser entrevistado pelo Papo
em Comunidade.
Como surgiu a ideia do site?
Orkut, 2005: criei a comunidade
Brazil Jewish Duros; nela, entre outras coisas,
divulgava programas culturais gratuitos ou baratos
que aconteciam na cidade de São Paulo.
Num belo dia, inspirado num diálogo que tive com
o meu amigo Paulo Aspis, tive a seguinte ideia:
transformar a comunidade num site.
Certo de que sozinho não conseguiria fazer nada,
convidei Ivo Hudler e
Helio Guerbas para serem meus
companheiros de empreitada. Audaciosos, embarcaram
no subjetivo projeto (sou eternamente grato a eles).
Juntos, bolamos o site e optamos pelo nome
Pindaíba.
Qual o público do Pindaíba?
Pessoas que querem se distrair, dar um pouco de
risada... de todos os credos
e classes econômicas.
No começo, o site era acessado por amigos, conhecidos
e familiares... hoje, não conheço a grande maioria
dos leitores, o que é um bom sinal.
Seção Pindaibope... qual foi
a enquete mais curiosa?
Comprei uma pochete. E ai
perguntei: usar pochete queima o filme? 46 pessoas
responderam sim (66% dos entrevistados).
E você continuou a usá-la?
A voz do povo é a voz de Deus...
abandonei a pochete (verdade seja dita, de tão grande,
ela parecia uma bagagem de mão)
Você morou em Israel e em
Londres, certo? Conte-nos sobre essa experiência?
Numa única palavra: maravilhosa.
Em Israel, fui voluntário em vários kibutzim e trabalhei
num hotel em Eilat (entre os hospedes, um
senhor cego).
Sobre ele,
sobre nós, muita coisa para contar... resumindo,
trabalhei para o Mr. Hersh
nas horas livres e ele perguntou se eu gostaria
de ser o seu guia em Londres.
Aceitei.
Foram sete/oito meses inesquecíveis.
Sem dinheiro, é possível se
divertir em qualquer lugar do mundo?
Disse para o Jô Soares, repito
aqui: se divertir é uma questão de espírito
Como foi ser entrevistado
por ele? Como você foi parar lá?
Antes de ser entrevistado pelo Jô, saiu uma matéria
sobre o Pindaíba na Folha de S.Paulo.
Enviei a
reportagem para a produção do programa. Eles leram,
acessaram o site e, na mesma semana, me ligaram.
Começei hiper nervoso... graças
ao modo carinhoso que fui tratado, me acalmei durante
o bate-papo
Em suma, foi um momento inesquecível para todos
nós
Uma curiosidade: na véspera
da gravação, os pinda-sócios me sabatinaram (era
para me preparar/me deixar mais calmo).
De vez em quando, você faz
figuração, certo?
Sim, atuo como figurante em
filmes, novelas, comerciais e o que mais aparecer
(há oito anos).
É um bico
e a graninha que ele proporciona é muito bem vinda
(cerca de 150 reais por dia de gravação).
Que dica você daria para quem
não tem grana para se divertir?
Acesse o Pindaíba (risos), leia guias culturais,
enfim, se informe. Com certeza,
nas grandes cidades, o que não falta é programas
gratuitos/baratos... e bons!!!
Sergio, obrigada por sua entrevista...
deixe aqui o seu recado!
Sou eu que agradeço.
Termino
a entrevista com a seguinte informação:
o pindaíba não é um site voltado
ao público paulistano...
ou seja, leitores de outras cidades/estados/países
são muito bem vindos.
Em tempos de ressaca financeira brava, o
Pindaíba abre seus
olhos para programas culturais [ou nem tão culturais
assim] que rolam na faixa em São Paulo.
Tocado pelo
jornalista Sergio Beni Luftglas, feliz da vida,
mas na pindaíba desde 2005, quando passou a fazer
figuração em filmes e comerciais de TV, o site conta
com seções engraçadas como a que pinça frases pra
lá de interessantes e a Omelete do Guerbas, que
conta causos e, no momento, realiza o concurso Fotografe
uma Omelete.
Num único e
pequeno texto, contarei
como
tudo começou e escreverei
o
quem
somos
Orkut,
2005: criei a comunidade
Brazil Jewish Duros; nela, entre
outras coisas, divulgava programas
culturais gratuitos ou baratos que
aconteciam na cidade de São Paulo.
Num belo dia, inspirado num diálogo
que tive com o meu amigo
Paulo Aspis,
tive a seguinte idéia: transformar
a comunidade num site.
Certo de que sozinho não conseguiria
fazer nada, convidei
Ivo
Hudler e
Helio Guerbas
para serem
meus companheiros de empreitada.
Audaciosos,
embarcaram no subjetivo projeto
(sou eternamente grato a eles).
Juntos, bolamos o site e optamos
pelo nome Pindaíba.
Os passos seguintes foram dados
pelo ilustrador
Ivo
Minkovicius e pelo
web designer
Alexandre
Gutierrez Benito
.
Enfim, dia 8 de outubro de 2007
o www.pindaiba.com.br
entrou no ar.
Sergio Beni Luftglas
Mensagem do editor
Caro Navegante...
Prazer em conhecê-lo...
irei me apresentar...
Solteiro, tenho
43 anos, moro com a minha mãe e
tenho muitas saudades do meu pai
(Ichak Luftglas partiu em 2005)
Formado em
jornalismo, edito, com muito orgulho
e seriedade, o
www.pindaiba.com.br.
Além do site,
desde
o longínquo ano de 2001,
trabalho com
figurante em filmes, novelas, comerciais
e o que mais aparecer.
Financeiramente
falando, ia escrever “sobrar, não
sobra nada”, mas aí me lembrei que
as vezes sobra, "sobra mês no fim
do dinheiro".
Ok, se lamentar
é humano... já em demasia é um erro
que não me permito... digo até que
é um pecado, pois, em comparação
com outros momentos históricos,
vivemos em tempos fáceis.
Tempos difíceis,
e bota difíceis nisso, são aqueles
em que não há liberdade de pensamento,
liberdade religiosa, liberdade política,
enfim, liberdade civil.
Devo dizer
que como todo brasileiro estou ciente
dos problemas socioeconomicos do
país e suas nocivas consequências;
não obstante, e aí ressalto o que
penso, abençoado os tempos em que
se goza de LIBERDADE.
Acessos
- 2010
* Quando o mapa foi preenchido: 15 de
março
** Para saber os nomes do países onde o site foi
acessado, há duas opções:
1 - Passe
o mouse sobre o mapa (área verde)
2 - Leia a lista abaixo
(atualizadaem 25 de
maio)
35 PAÍSES
Américas
(6):
Argentina,
Brasil, Canadá, Estados Unidos,
México e Paraguai
Europa
(19):Alemanha, Áustria,
Espanha, Estônia, França, Holanda,
Hungria, Irlanda, Itália,
Lituânia, Noruega, Portugal, Reino
Unido, Romênia, Rússia, Suécia,
Suíça, Turquia e Ucrânia
Ásia
(5): China, Cingapura, Coréia
do Sul, Japão e Sri Lanka
África
(2): Angola e Seychelles
Oriente Médio
(2): Arábia Saudita
e Israel
Oceania (1): Austrália
BRASIL
O Pindaíba
não foi acessado em três capitais:
Boa Vista,
Palmas e
Rio
Branco