Com alegria e orgulho,
participarei do programa POINT 21
(27/04/10).
Sobre o programa, o que a
emissora diz:
Entretenimento, dinamismo, e
musicalidade. É com esta proposta que o
POINT 21 chega as telas da
TV Século 21 todas as terças-feiras,
às 20h30, com reprises aos
domingos, às 22h00
É apenas um Gol
ano 1994. Mas a palavra “pindaíba” adesivada na
lataria causa frenesi e risadas por onde
Sergio Luftglas,
43 anos, o leva.
O jornalista criou o site
www.pindaiba.com.br
para divulgar programas gratuitos e baratos que
frequentava quando estava de bolsos vazios. Em
pouco tempo, o site passou a receber 1 000
acessos por dia.
Uma das páginas mais procuradas é a de dicas de
concursos culturais com prêmios.
“O site se chama Pindaíba, mas a maioria dos
visitantes não anda mal das pernas”, garante
Luftglas,
figurante de comerciais nas horas vagas.
Henrique Skujis
28/06/2009
Agora São Paulo
Para quem está na pindaíba
(por
Paula Maria Prado, 25/02/11)
Para quem gosta de passear
e curtir eventos culturais, mas está sem grana
no bolso, o site Pindaíba traz dicas de programas baratos ou
gratuitos para todos os gostos na cidade de São
Paulo.
Desde outubro de 2007 no
ar, o site foi criado pelo jornalista Sergio
Beni Luftglas, 44 anos. "O Pindaíba nasceu a
partir de uma comunidade no Orkut. Nela, eu já
fazia a divulgação de atividades que podiam ser
feitas com pouco ou nenhum gasto", conta
Luftglas. "Os membros da comunidade deram a
sugestão de criar o site, gostei da ideia. Então
convidei dois amigos para serem sócios, o Ivo Hudler e o
Mauro Skujis, e contratei um
webdesigner", conta Luftglas.
Atualmente, o Pindaíba
conta com várias seções. Entre elas há
Os duros
se divertem, em que o jornalista divulga
programas como mostras de cinema, teatro, shows
e exposições. Na seção You Tube, o jornalista
posta vídeos em que apresenta o trabalho de um
artista ou homenagens a aniversariantes do dia.
Já em Pindaibope há enquetes sobre variados
assuntos. "Outra seção é a
Arrisque. Nela,
colocamos concursos culturais. Em
Classificados,
anunciamos gratuitamente os blogs e sites dos
leitores. Também criamos o
Omelete do Guerbas,
que traz um pouco de tudo."
Com atualização diária, o
site conta com cerca de 200 acessos por dia,
inclusive de pessoas de fora da cidade. "Recebo
sempre e-mails de leitores do site. Eles me
estimulam a continuar fazendo os posts", conta o
jornalista.
"Muitas pessoas têm
preconceito com programas baratos ou gratuitos.
Acham que serão necessariamente ruins. Mas, na
verdade, há opções muito boas de passeios e para
todos os gostos e públicos. Para quem quer se
divertir sem gastar muito, é só procurar se
informar, porque opções bacanas não faltam em
São Paulo", garante.
A comunidade dos pindaíbas
(por Gilberto Dimenstein; 30/04/08)
Sérgio Beni
Luftglas imaginou que talvez pudesse tirar proveito
de seu maior problema - o de viver na pindaíba,
contando os centavos para pagar as contas, mas gostar
de atividades culturais. Daí veio a inspiração de
ganhar dinheiro dando dicas para quem, como ele,
também não tinha dinheiro para ir a shows, peças
de teatro, concertos e cinema. Nascia, assim, a
comunidade virtual dos pindaíbas.
Estudante
de jornalismo, Sérgio acabou trabalhando em banco
e até vendendo roupa em loja de um parente. "Nada
deu certo." As atividades de que gostava não lhe
davam salário - e ele não gostava das que lhe traziam
o sustento. "A mudar de emprego, preferi mudar de
país."
Foi viver
em Israel, onde, entre os mais diversos bicos, acabou
trabalhando num hotel, onde despertou a atenção
de um empresário cego inglês. Ele ganhou alguns
trocados servindo de guia para o cego em Jerusalém
e, no final, recebeu um convite para ser seu auxiliar
em Londres, de modo que o ajudasse a andar pelas
ruas da capital inglesa. Sérgio apreciou não apenas
o salário, mas, especialmente, a chance de conhecer
a vida cultural londrina.
Imaginou
que tão cedo não voltaria ao Brasil, mas estava
errado.
O pai de
Sérgio, um sobrevivente de campo de concentração
da Polônia, foi desenganado pelos médicos, situação
que o forçou a voltar para São Paulo. "Não tinha
como ficar cuidando de alguém lá fora, enquanto
meu pai precisava de cuidados."
Estava,
mais uma vez, sem emprego e ia pegando o que lhe
aparecia pela frente. Fez alguns papéis de figuração
em filmes, mas o trabalho era incerto e o cachê
era baixo.
A inspiração
de uma fonte de renda surgiu de uma brincadeira.
Criou no Orkut a comunidade dos "duros".
O sucesso
animou-o a fazer disso um negócio.
Sérgio chamou
dois amigos de adolescência (Ivo Hudler e Mauro
Skujis) e, há seis meses, colocou no ar o endereço
www.pindaiba.com.br.
Seu trabalho é garimpar as atividades culturais
gratuitas ou de preço popular na cidade de São Paulo
e divulgá-las no site. "O paulistano esperto consegue
ter uma vida cultural de bom nível sem colocar a
mão no bolso." Resolveu enveredar também por outras
áreas além das culturais. Dá dicas de quem quer
viajar usando promoções do tipo passagem de avião
por R$ 1 e faz incursões culinárias. Elegeu o omelete
um dos pratos de quem chega em casa e tem pouco
para comer, mas aprecia certo refinamento. Os internautas
de seu site divulgam as mais diferentes receitas
de omelete.
Nestes seis
meses, o site já conseguiu dois pequenos anunciantes.
"Dá apenas para pagar os custos."
Até agora,
nenhum dos sócios conseguiu ganhar dinheiro.
Não se pode
dizer que eles não dão o exemplo de como viver na
pindaíba. A Sérgio resta, pelo menos, o consolo
de não ser figurante, mas protagonista. "Sou um
pindaíba com status jornalístico", brinca.
Para ler o artigo:
seção "Omelete do Guerbas"; post
publicado no dia 10 de maio de 2010
Patrícia Ingo Tendrich - Olá, Sérgio! Bem
vindo ao Papo em Comunidade!
Sérgio Beni Luftglas - Primeiramente, gostaria de
dizer que é uma honra ser entrevistado pelo Papo
em Comunidade.
Como surgiu a ideia do site?
Orkut, 2005: criei a comunidade
Brazil Jewish Duros; nela, entre outras coisas,
divulgava programas culturais gratuitos ou baratos
que aconteciam na cidade de São Paulo.
Num belo dia, inspirado num diálogo que tive com
o meu amigo Paulo Aspis, tive a seguinte ideia:
transformar a comunidade num site.
Certo de que sozinho não conseguiria fazer nada,
convidei Ivo Hudler e
Mauro Skujis para serem meus
companheiros de empreitada.
Audaciosos, embarcaram
no subjetivo projeto (sou eternamente grato a eles).
Juntos, bolamos o site e optamos pelo nome
Pindaíba.
Qual o público do Pindaíba?
Pessoas que querem se distrair, dar um pouco de
risada... de todos os credos
e classes econômicas.
No começo, o site era acessado por amigos, conhecidos
e familiares... hoje, não conheço a grande maioria
dos leitores, o que é um bom sinal.
Seção Pindaibope... qual foi
a enquete mais curiosa?
Comprei uma pochete. E ai
perguntei: usar pochete queima o filme? 46 pessoas
responderam sim (66% dos entrevistados).
E você continuou a usá-la?
A voz do povo é a voz de Deus...
abandonei a pochete (verdade seja dita, de tão grande,
ela parecia uma bagagem de mão)
Você morou em Israel e em
Londres, certo? Conte-nos sobre essa experiência?
Numa única palavra: maravilhosa.
Em Israel, fui voluntário em vários kibutzim e trabalhei
num hotel em Eilat (entre os hospedes, um
senhor cego).
Sobre ele,
sobre nós, muita coisa para contar... resumindo,
trabalhei para o Mr. Hersh
nas horas livres e ele perguntou se eu gostaria
de ser o seu guia em Londres.
Aceitei.
Foram sete/oito meses inesquecíveis.
Sem dinheiro, é possível se
divertir em qualquer lugar do mundo?
Disse para o Jô Soares, repito
aqui: se divertir é uma questão de espírito
Como foi ser entrevistado
por ele? Como você foi parar lá?
Antes de ser entrevistado pelo Jô, saiu uma matéria
sobre o Pindaíba na Folha de S.Paulo.
Enviei a
reportagem para a produção do programa. Eles leram,
acessaram o site e, na mesma semana, me ligaram.
Começei hiper nervoso... graças
ao modo carinhoso que fui tratado, me acalmei durante
o bate-papo
Em suma, foi um momento inesquecível para todos
nós
Uma curiosidade: na véspera
da gravação, os pinda-sócios me sabatinaram (era
para me preparar/me deixar mais calmo).
De vez em quando, você faz
figuração, certo?
Sim, atuo como figurante em
filmes, novelas, comerciais e o que mais aparecer
(há oito anos).
É um bico
e a graninha que ele proporciona é muito bem vinda
(cerca de 150 reais por dia de gravação).
Que dica você daria para quem
não tem grana para se divertir?
Acesse o Pindaíba (risos), leia guias culturais,
enfim, se informe. Com certeza,
nas grandes cidades, o que não falta é programas
gratuitos/baratos... e bons!!!
Sergio, obrigada por sua entrevista...
deixe aqui o seu recado!
Sou eu que agradeço.
Termino
a entrevista com a seguinte informação:
o pindaíba não é um site voltado
ao público paulistano...
ou seja, leitores de outras cidades/estados/países
são muito bem vindos.
Em tempos de ressaca financeira brava, o
Pindaíba abre seus
olhos para programas culturais [ou nem tão culturais
assim] que rolam na faixa em São Paulo.
Tocado pelo
jornalista Sergio Beni Luftglas, feliz da vida,
mas na pindaíba desde 2005, quando passou a fazer
figuração em filmes e comerciais de TV, o site conta
com seções engraçadas como a que pinça frases pra
lá de interessantes e a Omelete do Guerbas, que
conta causos e, no momento, realiza o concurso Fotografe
uma Omelete.